quarta-feira, 22 de maio de 2024

IV

As civilizações acabam e os próximos a desaparecer são os europeus.

Aqui em Portugal estamos a ser escorraçados das nossas terras por culpa de estratégias liberais, de mercados não regulados e em breve deixaremos, também, de poder ir livremente às nossas praias. As praias serão dos milionários estrangeiros que tomarão conta da nossa costa.

Com a escalada da imigração sem medidas que protejam os locais, a miséria é o futuro dos nativos que, sem condições de sustentar famílias, vão ser engolidos por esta onda e eventualmente desaparecer. 

Não há dúvida de que precisamos dos imigrantes para sustentar a nossa economia mas precisamos daqueles que contribuem efectivamente e não dos que vêm somente desestabilizar os mercados tirando condições e qualidade de vida a quem cá está. 

Os espiritualistas - e não só - vão dizer que é karma. Até poderá ser e merecido.

Em muito pouco tempo deixámos de conseguir comprar ou arrendar casas, voltámos a ter de contar trocos ao fim do mês e a depender de (falsas) promoções dos supermercados. 

Como é que se sobrevive a isto? Se calhar não se sobrevive. 

A ignorância está a ganhar terreno.

O protesto pende para ideais que nos vão arruinar ainda mais por falta de vozes mais fortes de quem defende a vida digna.

A única forma positiva que tenho de olhar para isto é: maus tempos formam bons carácteres. Vamos passar por tempos muito difíceis e sentir que vivemos um retrocesso mas daqui daremos um salto evolutivo maior, mesmo que já só chegue a gerações futuras. É um sacrifício que teremos de fazer porque a médio prazo as coisas vão piorar. 

Mas serão estes ignorantes, vítimas da Era da desinformação, os grandes impulsionadores desse salto evolutivo - por necessidade.

Às vezes, os nossos piores inimigos são os nossos melhores professores.

A ginástica que consigo fazer para não deprimir é pensar mais além e no futuro da Humanidade, ou do que sobrar dela, em termos de séculos.

Que seja para um salto evolutivo um dia, então.

Quanto a nós, não temos outro remédio que o de viver o dia-a-dia da forma mais feliz que conseguirmos. E, na minha opinião, é preciso desligar a televisão e as redes e estar com quem nos é querido.

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