As civilizações acabam e os próximos a desaparecer são os europeus.
Aqui em Portugal estamos a ser escorraçados das nossas terras por culpa de estratégias liberais, de mercados não regulados e em breve deixaremos, também, de poder ir livremente às nossas praias. As praias serão dos milionários estrangeiros que tomarão conta da nossa costa.
Com a escalada da imigração sem medidas que protejam os locais, a miséria é o futuro dos nativos que, sem condições de sustentar famílias, vão ser engolidos por esta onda e eventualmente desaparecer.
Não há dúvida de que precisamos dos imigrantes para sustentar a nossa economia mas precisamos daqueles que contribuem efectivamente e não dos que vêm somente desestabilizar os mercados tirando condições e qualidade de vida a quem cá está.
Os espiritualistas - e não só - vão dizer que é karma. Até poderá ser e merecido.
Em muito pouco tempo deixámos de conseguir comprar ou arrendar casas, voltámos a ter de contar trocos ao fim do mês e a depender de (falsas) promoções dos supermercados.
Como é que se sobrevive a isto? Se calhar não se sobrevive.
A ignorância está a ganhar terreno.
O protesto pende para ideais que nos vão arruinar ainda mais por falta de vozes mais fortes de quem defende a vida digna.
A única forma positiva que tenho de olhar para isto é: maus tempos formam bons carácteres. Vamos passar por tempos muito difíceis e sentir que vivemos um retrocesso mas daqui daremos um salto evolutivo maior, mesmo que já só chegue a gerações futuras. É um sacrifício que teremos de fazer porque a médio prazo as coisas vão piorar.
Mas serão estes ignorantes, vítimas da Era da desinformação, os grandes impulsionadores desse salto evolutivo - por necessidade.
Às vezes, os nossos piores inimigos são os nossos melhores professores.
A ginástica que consigo fazer para não deprimir é pensar mais além e no futuro da Humanidade, ou do que sobrar dela, em termos de séculos.
Que seja para um salto evolutivo um dia, então.
Quanto a nós, não temos outro remédio que o de viver o dia-a-dia da forma mais feliz que conseguirmos. E, na minha opinião, é preciso desligar a televisão e as redes e estar com quem nos é querido.
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